Carrego nas minhas mãos o sangue derramado. No corpo um coração cansado de sofrer, de lutar e de viver. Sinto o vento no rosto. O gozo pelo prazer carnal consome-me de dentro para fora. Quero olhar para o interior da alma sem que doa. Quero uma liberdade infantil de pertencer ao Mundo e não a mim mesma. Quero uma esperança de menina e não estar presa dentro de muralhas de aço.
Quando somos crianças há, teoricamente, uma condescendência universal. O céu e a terra dão-nos um voto de confiança naquilo que é o nosso processo de transição do infinito para o mundo real. Depois tudo passa. O mundo gira: depois de nascer, crescemos, reproduzimos-nos, envelhecemos e morremos.
É quase sempre assim.
Eu não!
Até hoje só envelheci sem crescer. 
Por isso os puritanos que me perdoem, mas a minha língua vai cometer um acto fálico. Que se foda tudo! Que se fodam todos. 

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